Dicas para começar a realizar cross country em parapente no Ceará (Pacatuba):
Algumas palavras sobre segurança. O voo em nossa comunidade é uma atividade de lazer e não uma atividade de risco. Todos nós procuramos no nosso esporte momentos de emoção, fraternidade ( ninguém gosta de voar sozinho ) e conquistas. Cada dia é uma vitória, um ensinamento. Em algumas oportunidades desisti de voar pois o vento estava muito forte, no limite da minha vela ou estava muito turbulento e não subia ( há dias em que vc só encontra termais de 2 a 4 m/s tão pequenas que vc não consegue subir, mas em compensação sacodem vc todo o tempo). Ninguém está bem todos os dias, portanto ouça o que seu instinto e decida se deve voar ou não. Apenas de forma didática, podemos dizer que o voo em parapente pode ser dividido em quatro categorias ( não contamos o voo acrobático). Não entendo que cada piloto tenha que fazer apenas uma destas categorias, mas elas têm características específicas como altitude, turbulência, velocidade, etc. São elas:
1. voo de lift de montanha 2. voo de lift de praia 3. voo de barranco 4. voo de cross
O voo de barranco é o mais baixo, com várias decolagens, exercício de subida do morro com a vela na cabeça, parada com a vela na cabeça e algumas brincadeiras (acrobacias), eita canseira ... rs. É a oportunidade do piloto exercitar sua decolagem. O voo de lift de praia também não é tão alto, mas devido a falta de turbulência dá possibilidade ao piloto para experiências durante o voo, aprimorando o seu controle de vela e explorando alguns limites do equipamento (faça a seguinte: experiência, no Morro Branco quando vc estiver a 1 metro do chão bem lentamente, puxe os batoques até descobrir qual o limite de stall de sua vela (vc deve estar bem debruçado para frente), pouse e decole várias vezes no mesmo ponto, estando a um metro do chão tente ficar parado no mesmo lugar). Normalmente pequenos wing over, toque e decolagem e rasantes divertirão e contribuirão para experiência de lift do piloto. O lift de montanha já apresenta uma maior altura e alguma turbulência. Um maior conhecimento de rotores e lifts é necessários. É importante salientar que , qualquer que seja sua opção de voo, ninguém deve se sentir menosprezado por escolher este ou aquele tipo de voo. O voo livre é uma atividade de lazer e não um atestado de validade sobre o carater ou valor de qualquer pessoa. Há em nosso meio exemplos de pilotos que são excelentes pilotos em voo de praia ( não erram um alvo) e outros em voo de cross (Fazem muitos km). Nosso texto tem como objetivo o estudo doinício do voo de cross de maneira educativa e com orientação específica para saídas pela Pacatuba - Guaiuba. Esta é uma posição pessoal, sendo muito bem vindas discordâncias ou complementações.
1. Preparação:
Caso vc tenha a intenção de desenvolver suas habilidades no voo de cross alguns conhecimentos anteriores são importantes
1.1Conhecimento teórico: O voo de cross é uma atividade extremamente técnica e mental, que necessita de conhecimento teóricos de várias naturezas, tais como: - aerodinâmica de sua vela ( Por que ela voa (efeito asa !!!!!)? Por que voa pra frente e não para trás, já pensou nisso ? Por que a porosidade do extra dorso é a mais importante ? O aumento da porosidade tem influência na velocidade de stall? ; etc, etc, etc......) - influência real do vento (não aquela que vc imagina) nas montanhas, vales e planícies. O vento no Ceará tem uma importância maior que em outros estados (por exemplo : no gap o vento é mais forte junto a montanha ou no meio do gap????). - geradores e disparadores de térmicas - o que um açude pode te informar - formação de nuvens - meteorologia - muitos outros O voo de cross acontece em sua totalidade na sua mente. É nesse universo que vc deve estar bastante concentrado buscando nos livros, nas suas experiências e nos ensinamentos de outros pilotos as informações necessárias para a sua tomada de decisão. O voo de cross é isto, um conjunto de decisões que vão levá-lo ao seu recorde pessoal ou a um prego na segunda termal (vc verá com o tempo). 1.2 Conhecimeto prático: Algumas perguntas: Por que é importante ter um controle avançado de sua vela, seja ela de qualquer DHV ? Porque é mais importante ter uma vela de DHV menor na mão do que uma de perfomace que vc não se sente seguro? Quando vc não está muito seguro com sua vela a maior parte de seu esforço será em manter sua vela aberta. A maior instabilidade da vela irá prejudicar sua concentração e depois de pouco tempo vc estará cansado, assustado e disperso. Treinar o voo térmico deve ser sempre seu objetivo, mesmo nos dias em que vc chegou tarde ou haja pouca atividade na Pacatuba: - decolar o mais cedo possível dentro de sua margem de segurança e conforto ( muito importante saber se a sua técnica de inflagem permite corrigir a trajetória da vela na subida pois vc vai precisar deste conhecimento. A técnica de mãos paralelas não permitem boas correção na decolagem, se vc usa esta técnica procure por outra) - voar sempre afastado do lift - quando aparecer uma termal, subir o mais rápido possível. Não adianta apenas subir, sua intenção deverá sempre ser subir rápido, pois o tempo que vc gasta subindo numa térmica tem influência indireta (rs) na kilometragem total do seu cross - usar o acelerador para trocar de posição no ar (trânsito entre uma termal e outra) - voar o mais alto que puder. - colocar na base quando for possível - Ir até a Guaiuba e voltar, lá no último morrote, em cima da pista de motocross - pousar sempre em um local específico( X do pouso) com margem de no máximo 5 metros.
2. Execução: Neste ponto vc deve estar muito familiarizado com sua vela, já enroscou em muitas oportunidades, foi à Guaiuba e voltou várias vezes (morrote em frente a cidade, o último antes da tirada), decola com vento moderado e pousa sempre no X. A partir deste ponto saio dos livros e entro na minha experiência. Minha tentativa é de expor as minhas observações para que possam servir de base a outros pilotos iniciantes no cross. Sei que pilotos mais experientes/habilidosos que eu podem ter idéias diferentes, gostaria de contar com suas contribuições, por este motivo a parte de comentários está em aberto, suas observações serão muito bem vindas a todos nós. Antes de decolar: Em casa, veja a previsão do tempo e principalmente o vento do dia. Veja direção, intensidade máxima e se o vento diminui ao final do dia. Caso queira decolar pela manhã, observe: - no dia anterior coloque seus rádios e pilhas para carregar. Tenha dinheiro trocado, crédito e carga no celular (de preferência dois chips). De preferência, zere a memória do GPS. Tenha um camel back congelado para o dia e protetor solar. - se o vento está SSE - não adianta ir tentar um cross na Pacatuba - 25 k/h ou mais - não adianta ir voar na Pacatuba ( na rampa estará mais forte ) - cobertura de nuvens grandes. A cobertura de nuvens normalmente melhora durante o dia e piora pro lado da Guaiuba. - importante: fique atento se o vento aumenta ao final da tarde (efeito lustre combinado com efeito caranguejo !!!!).
Na rampa: Na rampa, dê um "go to " no seu GPS para Itapebussu. - descanse e beba água antes de se equipar - estude o céu e a direção do vento e planeje sua estratégia (rota, perto ou longe do lift, onde pousar, se a condiçao está forte, voo rápido ou lento) - ligue seus equipamentos ao final da equipagem - confira várias vezes seu equipamento ( já pensou ter que pousar porque esqueceu de conectar o speed ???) - faça um teste rádio ... vc pode estar na frequência errada ou sem bateria. Este teste não garante que o rádio vai funcionar em voo, mas é uma tentativa - para entender o intervalo das janelas veja o vento na rampa, o vento no açudinho, o vento no açudão, o vento nas laterais da rampa e a velocidade das nuvens. Se o vento está manso na rampa tem que estar manso no açudinho caso contrário, cuidado para não decolar, o vento aumentar e vc ficar preso acima da rampa ( efeito lustre complementado efeito caranguejo ) - NUNCA saia por Maranguape. Eu não ouvi o Flávio e estou vivo hoje porque preguei em cima da cidade de Maranguape (azar no voo, sorte de estar vivo). Ao pregar vi um avião passando bem abaixo das nuvens justamente no local que eu estava jogando porque "bomba tudo" !!!!!!
Saída para Guaiuba: quando saio em direção à Pacatuba passando pelo gap, saio sem ganhar na Munguba pois acho perda de tempo (o tempo é importante pois o dia tem hora para acabar ...rs). Eu sei que, se for cedo, vai bombar no gap ou posso subir no lift da Pacatuba. Na região antes dos "padres", em cima da casa do Dr Renato, geralmente sobe fácil. Não siga adiante dos "padres" com menos de 1000m. Partindo da Pacatuba vc chegará um pouco depois da região dos "padres" perdendo bastante, quase ao final deste gap (o último morrote antes da Guaiuba, na verdade dois morrotes) há uma termal residente que vc certamente usará. A dica neste ponto é não estar muito perto da montanha, pois vc derivará para o rotor terá que abandonar está termal sem aproveitá-la. Esta será sua última termal antes da Guaiuba. Da termal dos padres até a Guaiuba vc vai perder altura e neste trajeto é bom estar acelerado. Normalmente eu vou em direção ao lift da Guaiuba, já o Jamil sempre puxa pra frente, para tentar ficar acima da cidade. Neste ponto começa seu cross. Nesta travessia o ideal é que vc chegue a Guaiuba alto, assim não vai precisar ficar no lift esperando uma termal pra sair (veja imagem abaixo).
Chegando baixo: O lift te dá 700 m o que é baixo para sair. Se vc estiver no lift fique atento à região acima da cidade, fique o mais alto que puder mas não vá para o fundo da Guaiuba (vc pode ter dificuldade de voltar pois o vento é mais forte neste local), caso veja urubus enroscando acelere e vá o mais para frente que puder, assim quando passar por cima do morro já estará muito alto. Nunca tire por cima do morro da Guaiuba com menos de 1200/1300. Na verdade o ideal é passar por cima do morro rodando e não tirando assim o vento te levará adiante enquanto vc estiver subindo. Caso perca a termal e não se sintir seguro, jogue para o lado da estrada que vai pra Itacima ( voe em direção à Redenção). Lembre-se, esta rota é para pilotos experientes. Caso vc passe por cima do morro fique atento pois há uma termal de rotor no vale atrás do morro que é meio casca grossa. Chegando alto: O ideal é, se vc não tirou saindo de cima da cidade (como o Jamil), espere uma termal boa a direita por fora do morro da Guaiuba. Se vc for pela direita, contornando o morro ( por cima da estrada pra Itacima é o mais seguro - veja imagem acima) fique atento para o vento não te levar para trás da montanha. Suba rápido para ficar bem acima da montanha. Vc vai ver um açude junto do Coronel (logo atras do morro da Guaiuba), ali vai bombar, mas é bem turbulento. Sua tirada vai te levar até o morro do Dourado, perto do morro vc também encontra duas termais residentes, uma um pouco antes e uma no próprio morrote (Dourado). Se estiver baixo se segure neste último lift (houve situação que a partir deste lift coloquei na base e houve situação que preguei. Saia apenas numa termal consistente, certamente será turbulenta).
Vindo por cima ou contornando vc chegará à região do Dourado, a partir daí vc terá que buscar suas termais. A região muda bastante com a época do ano, então não vi termais residentes. Perto de Tanques há um morrote sozinho, fácil de achar, naquela região também há termal residente. Além desse ponto, se vc estiver alto já pode ver Itapebuçu ao longe, nesta região vc pode ver a esquerda a Serra de Guaramiranga e um outro conjunto de serras baixas alinhadas com seu trajeto. É importante enfatizar que neste ponto vc esteja " voando o céu ", logo dicas de termais residentes não cabem mais. Fique atento às nuvens em formação, com bases horizontais, observe os açudes onde há diferença de velocidade do vento, procure pequenas queimadas, principalmente urubus enroscando (lembre-se do que estudou na teoria), nesta região as termais serão mais fortes. Para os mais experientes passar sobre os serrotes é termal certa, mas normalmente bem turbulenta. Do Dourado até Itapebussu são duas ou três termais para os merrecados como eu.
Pronto vc está chegando a Itapebussu e já pode ver o entroncamento da estrada de Maranguape com a BR 020. Neste ponto vc deve tomar uma decisão: - Se a deriva não acompanha a 020 vc será levado em direção à Paramoti. Depois que passar pela 020 em direção a Paramoti, se vc não tem resgate, o retorno é bem difícil. Nunca tive sucesso em forçar o voo para Canindé se a deriva é Paramoti, talvez vc possa ser mais feliz. - Se vc é sortudo e a deriva acompanha aproximadamente a 020, mude seu "go to" para Canindé e seja feliz. Não se engane pensando que Canindé é perto do entroncamento, fique atento e alto pois ainda falta um bom pedaço. Fique atento à direção de Canindé pois a estrada fará uma curva para a esquerda mas depois voltará para a direita, logo não é necessário forçar seu voo, vá em direção a Canindé pelo gps (normalmente não dá pra ver do entrocamento), mesmo que se afaste um pouco da estrada. Estes dois voos te darão aproximadamente 90 km de felicidade.
O voo no Ceará: Voar no Ceará, comparado com o sul, tem vantagens e desvantagens. Na minha opinião aqui o voo é um pouco mais turbulento ( não lembro de nenhum filme da galera do Ceará enroscando. No sul vc vê este tipo de filme o tempo todo, seja em campeonatos ou cross). Aqui, diferente do sul, por conta do vento, o piloto deve ficar atento aos diversos rotores em seu trajeto e as termais de rotor são bem mais turbulentas. No sul todo mundo voa sobre montanha (só se estiver muito alto). Mas nem tudo é problema, aqui por conta do vento suas tiradas são mais rápidas e vc continua "ganhando kilômetros" mesmo enroscando. Cuidado para não demorar demais subindo e o dia térmico acabar (acontece muito comigo). Pense no seguinte, se vc estiver saindo numa termal a 400m de altitude para a base que é 1400m e está termal é de 1 a 2m/s, para subir para a base novamente faça as contas de quanto tempo vai levar ... então suba rápido ou mude para uma região mais forte.
Voando com outros pilotos até a Guaiuba / Dourado: Descrevo a seguir técnicas, opções do trajeto e características de outros pilotos que tive a oportunidade de voar junto. Como muitas vezes há a separação a partir de Guaiuba/Dourado meu relato se restringe a este trecho. - Meu companheiro mais comum como todos sabem é o Guy e já fiz várias tiradas com ele. Seu significativosobre peso permite que se desloque com maior facilidade que eu para vários pontos, sendo SEMPRE mais veloz que eu mesmo espidado. Ao enroscar, o faz em grande velocidade com risco de "cair " da termal, porém pelo que vejo sua asa tem uma excelente perfomace na subida em velocidade ( meu estilo é lento e apertado). Tem o estilo de trocar de termal buscando melhores subidas. - Fiz algumas tiradas com o Jamil, uma vez nós estávamos na base de uma nuvem preta que se estendia de Dourado e subia sobre a Serra de Guaramiranga. Eu me lembro claramente que sobre Tanques, ele com vela de competição e eu com o Peak, a cada volta eu olhava pro Jamil a vela fechava ou sacudia com violência. Se fosse comigo tinha desistido na primeira, mas a cada volta eu olhava para ele e ele rodando e subindo, o peak nem se mexia. Neste dia ao observar o Jamil consegui aprimorar um pouco mais minha técnica de subida e fiquei mais confiante. - Outro companheiro de voo de algumas oportunidades foi o Vitor e dá para perceber o conhecimento técnico do céu e o aprimoramento na escolha das tiradas. Com o tempo é possível perceber o estilo do piloto, no caso do Vitor eu diria que é a "finesse" ao subir ou tirar mantendo a vela estabilizada planando eficientemente. _ Por último minhas impressões sobre voar com o Flavio. Tirando aquelas puxadas/trancos nos batoques após a decolagem ( quem já viu parece que ele está testando as linhas de freio ou querendo que a vela fique esticadinha - são várias puxadas rápidas nos freios após a decolagem ???????), realmente não sei qual a idéia. Durante o voo, talvez por ser leve ou por seu estilo agressivo a vela cabeceia bastante porém se mantém montada e subindo com regularidade ou até mais rápido que o esperado. O Flávio possui uma capacidade de ver coisas que ninguém vê, aumentando suas possibilidades durante o voo. Tirando inúmeras qualidades a que mais me chama a atenção é sua capacidade de ficar "boiando" em termais fraquíssimas. Em algumas oportunidades não consegui me segurar numa condição e está lá o Flávio boiando até aparecer uma termal consistente que o faça subir (lembro de uma saída de Maranguape bem baixo, eu fiquei ele foi) - Não cito outros excelentes pilotos de nossa comunidade apenas por não ter tido o privilégio de voar trajetos em suas companhias, mas espero poder fazê-lo em breve.
Não tenho a pretensão que este texto se destine a pilotos experientes em voo de cross, mas aqueles que encontramos quase diariamente na Guaiuba aprendendo e se preparando para suas primeiras tiradas.
2. Blog CEARAVOOLIVRE: Coloquei um texto no blog onde aparece uma importante contribuição do Jamil. Caso não esteja muito cansado ... rs ... de uma olhada ... clique aqui
Voo de 126km num Sinergy 3 (sem ajuda do vento)
Textos indicados
1. Livros
- Voando com ciência, voando com conciência , do Kurt
- Manual do parapente obediente, do Kurt
- Manual do parapente , do Sivuca
- MAPIL, Paulo Pinto
O Guy tem vários deles pra vender
2. Textos
Aqui fica minha maior recomendação, leia TODOS os textos destes sites recomendados. Ali vc encontrará vários documentos consagrados ( há outros, mas não são considerados com relevante embasamento técnico)
22 Pensamentos antes de um acidente ( por Ernani Reis)
01- "Esse Paraca não fecha nunca" ( porque só voa na merreca) 02- "Pô, eu dobrei esse reserva pela última vez não tem nem 2 anos" ( deve ter uns cinco) 03- "Vai que dá" ( aquele "amigo" que está na fila na rampa querendo decolar, lembra ??? , mas quando é a vez dele ele não vai não ..... kkkkkkkk ) 04- "Corre, Corre, Corre, Corre" ( depois vc é que corre pra ajudar o piloto a sair da ribanceira) 05- "Checar todas as linhas que nada, eu olho as do A e vou embora" (vai pro pouso por nós em linhas) 06- "A condição tá Show" ( isso nem precisa fazer piada , to mundo já sabe !!!!!) 07- "Que é isso, fala sério, aquele CB tá longe" 08- "Que conectar acelerador que nada, não tá vendo que tá a maior merreca?" (posso citar dois pilotos que sofreram esse problema na Munguba) 09- "Tô na maior secura, vim direto da estrada/festa para a rampa" 10- "Acho que dá" 11- "Hiii, não deu" 11- "Vô mandar bem perto da estrada para andar menos" 12- "Empresta a tua vela só para eu dar um preguinho" 13- "Tô querendo pegar logo uma competition prá vua bem mais" ( sem comentários né ???????) 14- "Deixa que eu biruto" 15- "O vento tá forte mas vou mandar lá no rotor e ganhar tudo" 16- "Voador bom, voa em qualquer condição" (essa também já ouvi) 17- "Pousar na praia é a maior vergonha" (só para voadores do Rio) - "Quem não pousa na rampa é merrecado" (na Munguba) 18- "Eu mesmo dobro o meu reserva, tenho uma revista francesa que ensina" (o cara não fala Francês) 19- "Eu devo ser muito bom nisso, o meu instrutor me liberou com 3 vôos lá do morrinho" (sem comentários) 20- "Pode confiar, vai com tudo" (normalmente algum "amigo" na rampa que nem se equipou e está esperando a merreca) 21- "Tá forte mas eu vou decolar e depois vejo o que faço" (efeito lustre somado ao efeito caranguejo, observe lá de cima a galera sentada na rampa olhando o que vc vai fazer) 22- "Vou pousar lá bem pertinho da galera e daquela gata" ( serve rampa também )